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http://dl.dropbox.com/u/5169714/Documents/capitulo%203%20-%20exploracao%20sustentada%20de%20recursos%20geologicos.doc

http://dl.dropbox.com/u/5169714/Documents/rochas%20sedimentares.docx

Qual a importância do ordenamento do território?
O crescimento da população humana obriga-a a expandir-se geograficamente e a ocupar zonas naturais, algumas das quais, sujeitas a risco geológico. A ocupação antrópica privilegia áreas com acessos favoráveis e com riqueza natural intrínseca, como é o caso das zonas fluviais e das faixas litorais.

Riscos Ambientais:
- Riscos Antrópicos
- Riscos Naturais

Qual o rico geológico associado às bacias hidrográficas e quais as medidas que o reduzem?
O risco geológico dos rios está associado sobretudo, à variação do seu caudal.
Quando a pluviosidade é abundante, ou ocorre o degelo a montante, o nível da água fluvial aumenta. Esta pode inundar as margens do rio, invadindo o leito de cheia.
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As populações edificam, frequentemente, construções nos leitos de cheia das bacias hidrográficas. Este facto aumenta, grandemente, o potencial destrutivo das cheias fluviais.
O risco geológico associado aos cursos de água é amplificado pela acção do Homem. No entanto, as consequências deste risco podem ser minimizadas com medidas de prevenção.

Acções que favorecem o risco geológico nas bacias hidrográficas
- Construção de barragens
- Extracção dos sedimentos do leito do rio
Medidas para minimizar o risco geológico
- Implementação de medidas de ordenamento
Construção de barragens e canalização dos cursos de água


Qual o risco geológico associado às zonas costeiras e quais as medidas que o reduzem?
Em Portugal, a população adensa-se na faixa litoral. A evolução natural da (rochosa ou arenosa) engloba episódios de erosão e deposição, que a vão esculpindo, diminuindo a segurança das edificações litorais.

Acções que favorecem o risco geológico nas zonas costeiras:
- Edificações em zonas de praia
- Construção de esporões
- Construção de barragens de rios
Medidas para minimizar o risco geológico nas zonas costeiras:
- Implementação de medidas de ordenamento
- Construção de estruturas de protecção
- Recuperação de dunas
- Alimentação artificial da extensão arenosa das prais


Qual o risco geológico associado às zonas de vertente e quais as medidas que o reduzem?
Nos locais de declive acentuado - zonas de vertente - a movimentação das partículas de terreno está favorecida por um conjunto de factores naturais, que induzem movimentos em massa. As deslocações de material ao longo de vertentes são o principal factor de risco geológico nestas áreas.

Factores naturais que favorecem os movimentos em massa:
Força da gravidade - importante no movimento descendente das partículas;
Inclinação da vertente - quanto maior a inclinação, maior a probabilidade de movimentos em massa;
Características da rocha - o tipo de rocha, a sua disposição no terreno, a sua textura e outras características determinam a facilidade com que as rochas se deslocam;
Saturação do terreno - a água diminui o atrito entre as partículas, facilitando a sua desagregação. A quantidade de água nos terrenos é influenciada pela pluviosidade, mas também pela rega.

Alguns factores podem conduzir, directamente, aos movimentos em massa – factores desencadeantes. A pluviosidade, as tempestades, a sismicidade e a acção do l são exemplos destes factores.

Acções que favorecem o risco geológico nas zonas de vertente:
- Destruição da cobertura vegetal
- Remoção de material geológico
- Rega
Medidas para minimizar o risco geológico nas zonas de vertente:
- Elaboração de cartas de risco geológico
- Execução de medidas de ordenamento
- Implementação de mecanismos de contenção para os materiais geológicos

 

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Estrutura Estática:

· Crosta (até 40/70 km)

· Manto (até 2900 km)

· Núcleo externo (líquido - de 2900 a 5150 km)

· Núcleo interno (sólido - Até 6371 km)

· Estrutura Dinâmica

· Litosfera (até 100km)

· Astenosfera (até 400 km)

A estrutura interna da Terra é representada em modelos que se baseiam em dois critérios diferentes: a composição química e as propriedades físicas.
No modelo da estrutura interna da Terra segundo a sua composição química, são consideradas três unidades estruturais concêntricas - crosta, manto e núcleo - separadas por superfícies de descontinuidade.
- A crosta, ou crusta, constitui a zona mais superficial do globo terrestre e pode ser dividida em crosta continental e em crosta oceânica. Encontra-se separada do manto pela descontinuidade de Mohorovicic.
- O manto situa-se desde a base da crosta até à profundidade de 2900 km e pode ser dividido em manto superior e em manto inferior. Encontra-se separado do núcleo pela descontinuidade de Gutenberg.
- O núcleo situa-se a partir dos 2900 km e pode ser dividido em núcleo externo e em núcleo interno.
No modelo da estrutura interna da Terra segundo as suas propriedades físicas, o globo terrestre é constituído por quatro regiões - litosfera, astenosfera, mesosfera e endosfera.
- A litosfera, uma zona sólida e rígida, compreende a crosta e a parte mais externa do manto superior.
- A astenosfera, uma zona de baixa rigidez e de comportamento plástico, situa-se desde a base da litosfera até à profundidade de 350 km.
- A mesosfera, uma zona rígida, estende-se desde a base da astenosfera até à fronteira do manto com o núcleo.
- A endosfera pode ser dividida em duas regiões: a endosfera externa, líquida, e a endosfera interna, sólida.
O estudo da estrutura interna da Terra tem por base métodos muito diversificados, directos ou indirectos.
Para o estudo directo da estrutura interna da Terra contribuem métodos como a observação e o estudo directo da superfície visível, a exploração de jazigos minerais, as sondagens e a análise de magmas e xenólitos.
No estudo indirecto da estrutura da Terra são utilizados métodos indirectos que incluem a planetologia, a astrogeologia e a geofísica.

Tomada por inteiro, a Terra possui aproximadamente seguinte composição em massa:

· 34,6% de Ferro

· 29,5% de Oxigénio

· 15,2% de Silício

· 12,7% de Magnésio

· 2,4% de Níquel

· 1,9% de Enxofre

· 0,05% de Titânio

- Onda directa: É a onda inicial, com origem no foco sísmico e que não interage com nenhuma superfície de descontinuidade, não sofrendo reflexões nem refracções.

- Onda reflectida: É uma nova onda que se propaga, a partir de uma superfície de descontinuidade em sentido contrário e no mesmo meio em que a onda inicial se estava a propagar.

- Onda refractada: É a onda transmitida, por uma superfície de descontinuidade, para o segundo meio, a maior parte das vezes, com um ângulo diferente

 

Descontinuidade de Mohorovicic

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A descontinuidade de Mohorovičić, também chamada Moho, ou simplesmente Descontinuidade M, é a fronteira entre a crosta e o manto terrestre.

Como o próprio nome indica, esta fronteira é descontínua, variando em espessura e distância da superfície. Esta distância varia de entre 5 km a 10 km no fundo dos oceanos a cerca de 35-40 km abaixo dos continentes, podendo atingir 60 km sob as cordilheirase montanhas mais elevadas. Já a espessura varia de 0,1 km até alguns quilômetros.

As ondas sísmicas sofrem uma variação de velocidade brusca ao atravessarem o Moho.

 

Descontinuidade de Gutenberg

- 2900 Km de profundidade.

- Zonas de sombra sísmica.

-A partir deste limite as ondas S deixam de se propagar, chamado de zona de sombra sísmica, pois o núcleo externo é líquido e as ondas P diminuem a sua velocidade. Porque?

A zona de sombra sísmica é a zona onde não são detectáveis ondas S, ora, graças a equação

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,onde r = rígidez ( nula para líquidos) e d = densidade , conseguimos ver que as ondas S propagam-se com velocidade 0 nos líquidos, ou seja, não se propagam.
Isto permite-nos afirmar que a zona de sombra é originada por uma camada líquida, que intercepta as ondas refractadas pelas restantes descontinuidades.

Descontinuidade de Lehman – fronteira entre o núcleo externo líquido e o núcleo interno sólido).

- Aumento de velocidade aos 5150 Km de profundidade, devido a uma mudança de densidade.

(- A velocidade das ondas é maior em meios sólidos que em meios líquidos.)

Sismos: movimentos vibratórios com origem nas camadas superiores da Terra, provocados por uma libertação de energia

Abalos premonitórios: Também conhecidos como sismos preliminares, são pequenos abalos que antecedem o sismo principal, sendo frequentemente acompanhados de ruídos semelhantes aos de trovões longínquos. Estas ligeiras vibrações, muitas vezes imperceptíveis para o ser humano, são sentidas de forma mais intensa pelos animais, provocando-lhes alguma inquietação.

Réplicas: sismos de menor intensidade, que se seguem a seguir ao sismo principal.

 

Quais as causas de um sismo?

- Movimentos tectónicos

- Vulcanismo

- Deslizamento de terras

Ressalto elástico: os movimentos tectónicos fazem com que se acumulem, nas fronteiras das placas, grandes quantidades de energia. A determinado momento, as rochas do interior da Terra começam a deformar-se enquanto a sua elasticidade o permitir. Quando as rochas chegam ao seu limite, fracturam e libertam energia, provocando a agitação o de partículas, logo, ondas sísmicas. Esta energia faz com que a falha sofra um deslocamento, em sentido oposto ao das forças deformadoras.

Sismos quanto às causas que os provocam:

- naturais (vulcânicos, tectónicos ou de colapso)

- artificiais (escavações em minas, enchimento/ esvaziamento de barragens, bombas)

Limites convergentes: forças compressivas

Limites divergentes: forças distintivas

Limites conservadores: forças de cisalhamento (aplicação de forças perpendiculares mas em sentidos opostos)

----------------------

Foco ou hipocentro: local do interior da Terra onde ocorre libertação de energia

Epicentro: local na superfície terrestre situado na vertical do foco

Profundidade focal: distância entre o foco e o epicentro

Maremoto: ondas gigantes (causadas pelo deslocamento de grandes massas de terra, associadas a falhas, que por sua vez, estão associadas a tensões geológicas.

Raios sísmicos: direcções de propagação das ondas sísmicas perpendiculares à frente de onda

Frente de onda: superfície esférica contendo todos os pontos na mesma fase de movimento ondulatório

----------------------

Ondas primárias ou longitudinais (P): maior velocidade de propagação, que comprimem e distendem a matéria.

As partículas vibram na mesma direcção de propagação da onda (onda longitudinal).

Propagam-se em meios sólidos, líquidos e gasosos.

Ondas secundárias ou transversais (S): ondas com velocidade de propagação menor que a das P, têm movimentos de cima para baixo.

Deformam os materiais à sua passagem.

As ondas vibram perpendicularmente à direcção da onda (onda transversal). Propagam-se em meios sólidos, mas nunca em meios líquidos.

Ondas de Love

As ondas propagam-se horizontalmente, da direita para a esquerda, segundo movimentos de torsão.

Não se propagam em meio líquido.

- Ondas de Rayleigh

Agitam o solo segundo uma forma elíptica, semelhante à das ondas do mar.

Propagam-se em meios sólidos e líquidos.

As ondas Love e ondas de Rayleigh são ondas superficiais, resultantes da "fusão" entre ondas S e P.

Sismogramas: registo das ondas sísmicas

Sismógrafos: aparelhos de precisão que registam as ondas sísmicas

Microssismos: vibrações de pequena amplitude

Intensidade e magnitude de um sismo: depende da profundidade do foco, da distância ao epicentro, da natureza do subsolo, da quantidade de energia libertada no foco (ou magnitude, medida com a  escala  magnitude de Richter).

Escala Internacional ou de Mercalli Modificada: escala utilizada para avaliar a intensidade de um sismo (I a XII).

Isossistas: linhas que num mapa unem pontos que apresentaram igual intensidade sísmica.

Sismos interplaca: ocorrem nas zonas de fronteira de placas

Sismos intraplaca: ocorrem no interior de placas tectónicas, muitas vezes são consequência da existência de falhas activas.

Danos

Minimização de riscos

- formação de fendas no solo

- colapso de edifícios e infra-estruturas

- inundação/destruição de zonas costeiras na sequência da formação de tsunamis

- liquefacção de solos

- escorregamento de terrenos, com possibilidade de soterramento

- vítimas mortais

- falha de electricidade

- destruição da rede de água, esgotos, gás

- incêndios

- identificação das zonas de risco

- identificação das falhas activas

- monitorização das principais falhas sismogenéticas

- elaboração de cartas de isossistas de intensidade máxima

- levantamento das edificações e avaliação do seu risco

- reabilitação/substituição das edificações fragilizadas ou desprotegidas

-aplicação das normas de construção anti-sísmica

Métodos para o conhecimento do interior da geosfera:

1. Directos: perfurações e sondagens; materiais expelidos através da actividade vulcânica; materiais da geosfera que chegam à superfície por acção dos movimentos tectónicos; rochas que se formam no interior e que, na sequência da erosão, afloram à superfície.

2. Indirectos: planetologia e astrologia; geofísica (sismologia, densidade, geotermia, gravimetria, campo magnético terrestre).

Fluxo geotérmico: Corresponde à transferência de calor do interior para o exterior, dado que o interior da Terra está mais quente do que a superfície

Grau geotérmico: O número de metros que é necessário aprofundar para que a temperatura aumente 1º C. (33m/Cº)

Gradiente geotérmico: variação da temperatura com a profundidade, ou seja, o aumento da temperatura por quilómetro

 

Vulcanismo primário: caracteriza-se pela ocorrência de erupções vulcânicas.

Vulcanismo central: o aparelho vulcânico chama-se vulcão.

Cone vulcânico: elevação de forma cónica, resultante da acumulação libertados durante uma erupção.

Chaminé vulcânica: canal no interior do aparelho vulcânico, que estabelece a comunicação entre a câmara magmática e o exterior.

Cratera: abertura do cone vulcânico, em forma de funil, que se localiza no topo da chaminé, formada por explosão ou por colapso da chaminé.

Câmara magmática: local situado no interior da Terra, onde se acumulam rochas semi-fundidas, que se designa magma. Nem todos os vulcões possuem esta estrutura. Por vezes, o magma ascende directamente da zona onde é formado.

Cones secundários: pequenos cones vulcânicos localizados nos flancos do cone principal, alimentados pela chaminé e pela câmara magmática deste.

Magma: material rochoso fundido.

Lava: magma após ter perdido determinada quantidade de gases (alteração da composição química).

Caldeira: forma-se por colapso ou explosão da parte superior do cone vulcânico. Se reter a água das chuvas pode formar uma lagoa.

à Como se forma uma caldeira de colapso?

Vulcanismo fissural: as erupções ocorrem ao longo de fracturas da superfície terrestre.

Piroclastos: materiais resultantes da solidificação de lava.

Cinzas: fragmentos muito finos, facilmente transportados pelo vento.

Lapilli ou bagacina: pequenos fragmentos angulares arredondados que podem ser expelidos em estado sólido ou plástico (semifundido).

Bombas: grandes pedaços de lava solidificada. Têm uma forma muito particular, devido ao seu trajecto aéreo.

Escória vulcânica: fragmentos com o mesmo tamanho das bombas, irregulares na forma e pouco densas.

à em relação à quantidade de sílica a lava pode ser classificada em:

- básica (pouca sílica)

- intermédia (quantidade intermédia de sílica)

- ácida (grande percentagem de sílica)

à a lava pode ser viscosa (temperatura próxima da de solidificação, ácida, rica em gases) ou fluida (temperatura superior à de solidificação, básica, pobre em gases).

Solidificação de lavas fluidas:

- lavas encordoadas ou pahoehoe : lavas muito fluidas que se deslocam facilmente

- lavas escoriáceas ou aa : lavas fluidas que se deslocam lentamente

- lavas em almofada ou pillow lavas: lavas fluidas que arrefecem dentro de água

Solidificação de lavas viscosas e fenómenos associados:

- agulhas vulcânicas : quando a lava muito viscosa solidifica na chaminé

- domos ou cúpulas : a lava viscosa solidifica sobre a abertura vulcânica, obstruindo a cratera

- nuvens ardentes : massas densas de cinzas e gases, libertadas de modo explosivo e dotadas de grande mobilidade. Muito destrutivas porque se deslocam próximo da superfície terrestre e os gases expelidos combinam-se entre si e com a água formando ácidos tóxicos.

Tipos de erupção vulcânica tendo em conta as suas características:

- efusivo : lavas fluidas, que permitem que os gases se escapem lentamente, associam-se a erupções calmas.

- explosivo : lavas viscosas, que retêm os gases, associam-se a erupções violentas que podem destruir, total ou parcialmente, o aparelho vulcânico.

- misto : alternância de episódios efusivos e pouco explosivos.

Vulcanismo secundário ou residual: manifestações de actividade vulcânica de modo menos violento que as erupções.

Nascentes termais: fontes de libertação de águas quentes, ricas em sais minerais.

Águas magmáticas ou juvenis: quando as águas libertadas resultam do arrefecimento e consequente condensação do vapor de água que se liberta do magma.

Águas termais: resultam da infiltração e acumulação de água em rochas ou do aquecimento de água pluviais.

Fumarolas: emissões de vapor de água. Podem ser sulfataras (emissão de gases ricos em enxofre) ou mofetas (emissão de gases tóxicos).

Géiseres: emissões descontínuas de água e de vapor de água a altas temperaturas através de fracturas.

Utilização do calor geotérmico libertado pelo vulcanismo secundário:

- balneoterapia/termalismo

- aquecimento ambiente (climatização)

- aquecimento de águas

- piscicultura

- culturas de estufa

- confecção de alimentos

- secagem da madeira

- secagem de alimentos

- conversão do calor em electricidade (fins domésticos, industriais, etc.)

Vulcanismo de subducção (O-O): Nas zonas de subducção há formação de magma (pouco profundo e viscoso). Este magma é depois libertado através de episódios eruptivos do tipo explosivo. Originam-se arcos de ilhas vulcânicas.

Vulcanismo de subducção (O-C): Nas zonas de subducção há formação de magma (pouco profundo e muito viscoso). Este magma é depois libertado através de episódios eruptivos do tipo explosivo. Originam-se cadeias montanhosas costeiras com actividade vulcânica.

Vulcanismo de intraplaca oceânica: Os magmas (profundos) ascendem à superfície no meio de uma placa. Desencadeiam erupções do tipo misto ou efusivo. Originam ilhas no meio das placas oceânicas.

Vulcanismo de intraplaca continental: Os magmas (profundos) ascendem à superfície no meio de uma placa. Desencadeiam erupções do tipo misto ou efusivo. Originam vulcões.

Vulcanismo de vale de rift: o magma penetra pelas fissuras criadas pelos limites divergentes e ascende até à superfície, onde gera erupções do tipo não explosivo.

Distribuição dos vulcões: limites de placas tectónicas, nomeadamente anel de fogo do pacífico, a crista média oceânica, o Rifte Valley africano.

Açores: junção tripla de placas.

Minimização de riscos

Escoadas de lava

- raramente constituem ameaça directa para o Homem

- identificação de possíveis pontos emissores de lava

- antecipação do padrão de escorrência da escoada

- controlo do avanço das escoadas através de barreiras, canais e arrefecimento de lava com água

Projecção de piroclastos

- as pessoas devem manter-se afastadas do vulcão em actividade

- uso de capacete de protecção

- protecção dos olhos e das vias respiratórias

Libertação de gases

- as pessoas devem manter-se afastadas da fonte de emissão dos gases

- protecção das vias respiratórias

Sismos vulcânicos

- construção à prova de sismo

Tsunamis

- suster a construção desenfreada nas zonas litorais

Riscos

    Escoadas de lava

    - destruição de estradas, edifícios, terrenos de cultivo

    - incêndios

    - cortes de vias de comunicação

    Projecção de piroclastos

    - destruição de estradas e de edifícios

    - incêndios

    - problemas respiratórios e oculares

    - intoxicações

    - perigo para a aviação civil e militar

    Libertação de gases

    - intoxicação

    - envenenamento

    - asfixia

    Sismos vulcânicos

    - colapso das edificações por efeito de fadiga

    Tsunamis

    - inundação das zonas litorais

    - Sondagens

    - Estudo da superfície visível

    - Exploração de jazigos minerais (Permite o estudo de materiais até 3 a 4 Km de profundidade).

    - Estudo de magmas e xenólitos

    Os vulcões trazem para a superfície, materiais provenientes de profundidades que podem atingir 100 a 200 Km.

    Xenólitos – fragmentos de rochas (do manto ou da crosta) que são arrancados e incorporados no magma em ascensão.

    Obtêm-se, assim, dados importantes sobre condições de pressão e temperatura existentes e essas profundidades, bem como sobre a composição do manto.

    - Planetologia e Astrogeologia

    Ø Técnicas usadas no estudo de outros corpos do Sistema Solar podem ser usadas no estudo da Terra.

    Ø Têm fornecido muitas informações que põem à prova os modelos sobre a estrutura do interior da geosfera.

    - Gravimetria

    Métodos indirectos possibilitaram a determinação da massa e do volume terrestres.

    - Geomagnetismo

    Ø Tal como outros planetas, a Terra possui um campo magnético natural que tem origem no seu interior.

    Ø Certas rochas, como o basalto, são ricas em minerais ferromagnéticos, como por exemplo, a magnetite. Durante o arrefecimento do magma, os cristais ficam magnetizados quando a temperatura desce abaixo de um certo valor, chamado ponto de Curie.

    Ø Estas rochas ficam magnetizadas com uma polaridade paralela à do campo magnético terrestre existente na altura da sua formação.

    Ø Mesmo que a polaridade do campo magnético terrestre mude, posteriormente, os cristais ferromagnéticos incluídos na rocha conservam a sua polaridade, só a perdendo se forem aquecidos acima da temperatura correspondente ao ponto de Curie.

    - Geotermia

    - Sismologia

    Ø As ondas sísmicas sofrem alterações na sua velocidade de propagação e na sua trajectória quando as características do meio/dos materiais mudam.

    Ø O estudo do comportamento das ondas sísmicas ao atravessarem o interior da Terra, fornece informações sobre a constituição e características do globo terrestre.

    Retirado de: (Texto original)

    Introdução

    A Terra não é apenas o nosso planeta, ela constitui a nossa única possibilidade de vida, ela é a herança para os nossos filhos e netos. A Terra, com a sua atmosfera rica em oxigénio, que nos permite respirar, com a camada de ozono, que nos protege das radiações ultravioletas, com a água, que nos evita a desidratação, e com as suas amenas temperaturas, oferece-nos o que nenhum dos milhares de estrelas, planetas ou outros corpos astrais nos consegue dar - a vida.

    Este seria um muito bom motivo para a protegermos e a preservarmos para as gerações futuras. No entanto, diariamente, as agressões à Terra continuam sob as mais variadas formas. A caça ilegal e excessiva continua, as leis de protecção às espécies não são respeitadas, os incêndios espalham-se tão rapidamente, quanto rapidamente se deitam esgotos de todo o tipo para as águas dos rios e oceanos. O Homem delapida rapidamente os recursos minerais e os recursos biológicos, não paran-do para reflectir que, uma vez esgotado um recurso, este não se renova, antes arrasta consigo duas ou três espécies que dele dependem, que conduzirão à extinção de outras espécies/recursos.

    A Terra é um sistema fechado, equilibrado, em que os próprios subsistemas se auto-regulam. Ao Homem caberá a função de manter inalterado esse equilíbrio.

    Os dois aspectos mais salientes da superfície litosférica são os continentes e os fundos das bacias oceânicas.


    Áreas Continentais

    Formação do Planeta

    Vídeo do YouTube

    A Terra há 600 M.a era muito mais quente. A crosta primitiva foi reciclada, a crosta actual é secundária. Restaram alguns fragmentos da crosta primitiva. Para saber mais.

    As massas continentais, predominantes no hemisfério norte da Terra, podem subdividir-se em escudos, regiões mais antigas e interiores dos continentes, e em plataformas continentais, regiões cobertas por sedimentos marinhos, geralmente na orla dos oceanos e por eles parcialmente cobertas.

    Estruturas das áreas continentais (Mountain belt = cadeia de montanhas; Structural basin = plataforma estável; Craton = Cratão; Shield = Escudo)

    Crátons ou cratões(do grego kratos, significando "força") são porções bastante antigas da crosta continental, tendo se mantido relativamente estáveis por no mínimo 500 milhões de anos, facto que os caracteriza como terrenos Pré-Cambrianos. Por estabilidade entende-se que estes se mantiveram preservados e foram pouco afectados por processos tectónicos de separação e amalgamação de continentes ao longo da história geológica da Terra.

    Escudos - Zonas aflorantes dos cratões.

    Plataformas Estáveis - zonas não aflorantes dos escudos. Apresentam cobertura sedimentar, resultante da erosão dos escudos. No geral são áreas não deformadas, com os estratos ainda horizontais.

    Cadeias de Montanhas - Resultam da colisão de placas litosféricas. Localizam-se nas margens continentais. As cadeias recentes apresentam relevo elevado, rochas intensamente deformadas e dobradas. Ocupam extensas áreas.

    Cadeias de Colisão :

    • Crosta continental - Crosta continental
    • Crosta continental - Crosta oceânica
    • Crosta oceânica - crosta oceânica (*, ver em oceanos)

    A distribuição das cadeias montanhosas continentais não obedece a uma disposição ordenada, encontrando-se predomi-nantemente na periferia dos escudos. Refiram-se, a título de exemplo, os alinhamentos Alpes-Himalaias e Andes-Montanhas Rochosas-Alasca.

    Formação de Cadeias de Montanhas com deformação e magmatismo associado

    As regiões da crusta continental hoje ocupadas por cadeias montanhosas, podem ter correspondido, num passado muito distante, a bacias de sedimentação, que se localizavam entre dois continentes.

    Zonas de Colisão

    Placa continental - Placa continental

    Vídeo do YouTube

    Formação dos Himalaias (Placa Índia - Placa Euroasiática)

    Fotografia de satélite da Cadeia dos Himalaias

    Placa Continental - Placa Oceânica

    Vídeo do YouTube

    Powerpoint da aula

    A Face da Terra. Continentes e Fundos oceânicos

    As áreas oceânicas

    Desde sempre, os oceanos têm sido uni importante recurso para o Homem. Nos primórdios da nossa civilização, os oceanos eram uma importante fonte de alimentos e uma via de transporte de mercadorias e pessoas. Foi através dos oceanos que se descobriram novos continentes e novos povos.

    Actualmente, os oceanos e os mares são um importante recurso natural, o qual nos dá acesso a:

    - recursos biológicos (peixes e algas);

    - recursos farmacêuticos (para a produção de medicamentos e produtos de beleza);

    - recursos energéticos não renováveis (gás natural e petróleo);

    - recursos energéticos renováveis (energia das marés, das ondas e das correntes); -recursos minerais (areias, nódulos polimetálicos, nódulos de manganês, etc.).

    Nos últimos 50 anos a tecnologia avançou significativamente, e hoje, é possível examinar o oceano de forma sistemática, científica e, mais importante, não invasiva. Pela primeira vez, a nossa habilidade para observar o ambiente profundo, as criaturas que nele residem, e todo o meio envolvente, foi captada pela nossa imaginação. Abaixo apresentam-se alguns exemplos de tecnologias desenvolvidas que tornam possível explorar os mistérios dos meios profundos.

    A Terra, Um planeta único a proteger - Tecnologia de exploração d
    Algumas Tecnologias

    O sonar

    (sound navigation and ranging) é um aparelho, normalmente instalado num barco ou submarino, capaz de emi tir sons e captar os seus ecos, permitin do, assim, verificar a posição de objectos que se encontrem no seu caminho, medindo o tempo entre a emissão do som e a recepção do seu eco. Esta tecno logia foi construída, pela primeira vez, em 1917 para localizar submarinos e foi largamente utilizada durante a II Guerra Mundial. Actualmente, o sonar é muito utilizado para orientar a navegação, obter o perfil dos fundos dos oceanos e revelar a presença de peixes.

    Antes da existência de barcos equipados com sonar, acreditava-se que os fundos oceânicos eram planos e sem relevos particulares, sendo, por isso mesmo, comparados a grandes bacias - as bacias oceânicas. O desenvolvimento da tecnologia do sonar veio alterar esta concepção.

    Existem, ainda, outros equipamentos que permitem explorar as águas profundas dos oceanos e as características dos fundos marinhos, tais como: submarinos tripulados e não tripulados. Os primeiros permitem realizar experiências, recolher dados e regressar à superfície quando o trabalho estiver terminado; os segundos são utilizados para realizar trabalhos pesados em grande profundidade, assumindo tarefas que são demasiado perigosas para o ser humano.

    Na prospecção de recursos energéticos e na recolha de amostras do fundo do mar, são ainda usadas outras tecnologias, nomeadamente a sísmica de reflexão que utiliza sismógrafos em barcos, ou sondagens profundas a partir de plataformas estáveis.

    Barcos Equipados

    Os navios de investigação usados na exploração do oceano são considerados as plataformas móveis de investigação. São eles que transportam os cientistas, os submarinos e numerosos aparelhos de observação que tornam as missões possíveis. Equipados com inúmeros sensores, permitem a recolha de dados meteorológicos e oceanográfios.

    Ao longo  da civilização humana tem sido inúmeros os investigadores que têm dedicado as suas vidas ao estudo dos oceanos.

    http://serreta-creminer.fc.ul.pt/indexb3b6.html?sectionid=13&menuid=14

    Submarinos

    Os submarinos são os meios que permitem explorar o oceano a grandes profundidades. Desenvolvidos com capacidade de suportar as condições extremas do fundo do mar - o escuro, o frio e as elevadas pressões, estes meios permitem descer até ao fundo do oceano e recolher imagens e amostras detalhadas de ecossistemas ainda desconhecidos. Existem diferentes tipos de submarinos.

    ROV (remotely operated vehicle)  - Os ROVs são veículos operados à distância (de dentro do navio), não são tripulados, isto é, não transportam pessoas, e estão ligados ao navio por um cordão que pode ter comprimentos muito variados. O comprimento do cordão define a profundidade que veículo pode descer. Estes veículos podem permanecer no fundo bastantes horas (aproximadamente 72 h).

    AUV(autonomous underwater vehicle)

    Os AUVs também não são tripulados, e, contrariamente aos ROVs, não possuem um cordão que os ligue ao navio. Possuem um sistema de autonomia que os permite permanecer debaixo de água durante algumas horas (em média 6h, mas varia consoante o veículo).

    HOV (human occupied vehicle) - Submarinos tripulados

    Os submarinos tripulados, como o próprio nome indica, transportam pessoas, geralmente 2 a 3 cientistas e um piloto. Podem permanecer debaixo de água em média 6 horas, excepto os submarinos MIR que podem estar cerca de 20 horas no fundo do mar.

    Satélites

    Sondagens Profundas

    Morfologia dos oceanos

    Nas áreas cobertas pelo oceano pode considerar-se um domínio continental e um domínio oceânico. Do domínio continental fazem parte:

    • Plataforma continental - Como o nome sugere, faz parte da crosta continental e prolonga o continente sob o mar, podendo atingir a profundidade de - 200 m.

    • Talude continental - Representa o limite da parte imersa do domínio continental. É uma zona de forte declive, cuja profundidade passa de - 200 m para - 2500 m.

    Do domínio oceânico fazem parte:

    Planícies abissais - De profundidade compreendida entre - 2500 m e - 6000 m, correspondendo a 50% da superfície do Globo. Nas planícies abissais existem, por vezes, depressões designadas por fossas, que apresentam grandes profundidades, podendo mesmo ultrapassar - 11 000 m. Podem ainda existir ilhas e colinas formadas pela acumulação de materiais vulcânicos emitidos por vulcões submarinos.

    Dorsais oceânicas - Situam-se na parte média ou nos bordos dos oceanos. Elevam-se a 3000 m acima dos fundos das planícies e estendem-se por uma largura de cerca de 1000 km. Na parte central de algumas dorsais, por exemplo na dorsal atlântica, existe um rifte, cuja profundidade varia entre 1800 m e 2000 m, com largura aproximada de 40 km. As dorsais são cortadas por falhas transversais. As encostas destas montanhas submarinas são constituídas por lavas consolidadas, dispostas em faixas paralelas para um e outro lado do eixo do rifte.

    Vídeo do YouTube

    As fossas oceânicas ou abissais são as regiões mais profundas dos oceanos. São profundas depressões que se formam abaixo do talude continental, em zonas deencontro de placas tectónicas, onde uma dessas placas mergulha sob a outra.

    Essas regiões são caracterizadas pela ausência total de luz, e por uma pressão atmosférica insuportável para o homem, mesmo combatiscafo, e para a maioria dos animais marinhos. Astemperaturas são muito baixas, e a ausência de vegetais é quase completa, essa zona "negra" é habitada principalmente porbactérias heterotróficas e seres necrófagos que se alimentam de uma chuva constante de restos de seres vivos, detritos orgânicos e cadáveres que se depositam no fundo, bem como predadoresque se alimentam de necrófagos e se comem uns aos outros. Os habitantes dos fundos marinhos incluem esponjas, anémonas-do-mar, bem como uma variedade de peixes cegos, alguns com filamentos fluorescentes que podem atrair potenciais presas.

    Conclusão:

    Da comparação das áreas continental e oceânica pode concluir-se que os continentes diferem dos fundos oceânicos, não somente pela sua altitude e constituição, mas igualmente pela idade. Com efeito, enquanto a idade da crosta oceânica não ultrapassa os 180 M.a. a 200 M.a., certas rochas continentais têm uma idade radiométrica de aproximadamente 3800 M.a. A estrutura dos continentes é, pois, mais variada e complexa do que a dos fundos oceânicos.

    Teorias sobre a sua formação

    Teoria da Colisão:

    Esta teoria foi formulada por Conde de Buffon, Georges - Louis Leclerc (1707-1788). Tem uma base catastrofista, em que é defendida a formação do Sistema Solar através de uma colisão entre duas estrelas, o Sol e uma outra estrela que “vagueava” pelo espaço. A violência do choque terá arrancado pequenos pedaços do Sol, estes, após sofrerem condensação, ao redor do Sol, terão dado origem aos planetas.

    Hipótese de Chanberlain:

    Esta hipótese é, em muito, semelhante à teoria da colisão, Chamberlain afirmava que o sistema solar teria tido origem na “colisão indirecta” entre o Sol e outra estrela, ele defendia que a atracção gravítica entre os dois astros teria “arrancado” pedaços das estrelas(plantas), que teriam sido captadas pelo Sol, passando a orbitar à sua volta.

    Teoria Nebular:

    A Teoria Nebular foi originalmente formulada em 1755 por Kant e Laplace. Esta, com o passar do tempo sofreu alguns “ajustes” que a tornou na teoria actualmente aceite pela comunidade científica para justificar a origem do sistema solar.

    Primeira Teoria Nebular:

    Na primeira Teoria Nebular que surgiu, era afirmada a origem do sistema Solar a partir de uma nuvem de gases e poeiras, turbilhonante e com baixas temperaturas. Esta possuía um movimento de rotação em torno de si própria, que por consequência das

    forças de gravitação, levou á contracção da matéria. Assim com a continuidade deste movimento, as partículas centrais formaram o Sol e as restantes, os planetas.

    Teoria Actualmente aceite:

    A teoria que é aceite hoje em dia, é um pouco parecida com a original. Esta refere-se à formação de uma nuvem primordial enriquecida por elementos pesados, fria, de grandes dimensões e constituída por gases e matéria interestelar. Que, quando houve condensação da matéria, o núcleo aqueceu gradualmente e a nuvem começou a rodar. A temperatura aumentou milhões de graus. O que levou a reacções termonucleares. As partículas que rodeavam o Sol centraram-se nas zonas internas, onde a temperatura era mais elevada, dando-se a condensação da matéria que levou à formação dos planetas telúricos (terrestres), por sua vez, na zona externa, as temperaturas eram mais baixas e com a condensação originaram-se planetas gasosos de menor densidade.

    Existe uma outra teoria, com menor relevância (Hipótese de Chamberlain) que defendia a ideia de uma possível aproximação, sem colisão, de duas estrelas, em que por acção da gravidade terá “arrancado” pequenas porções da outra estrela, formando-se assim os planetas.

    Constituição do Sistema Solar

    O Sistema Solar é constituído pelo Sol (a estrela central) e pelos oitos planetas principais que giram em seu torno, assim como dezenas de planetas secundários, alguns planetas anões, e pequenos corpos (como cometas e asteróides).

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    · Sol – a Estrela Central

    sol2     

           O Sol é um corpo que emite radiações em forma de luz e calor resultantes de reacções no seu interior. É constituído pela Fotosfera - superfície visível do sol - e pela Cromosfera - atmosfera solar, consiste numa fina camada de gases com cerca de 2000 km a 3000km.

    · Planetas Principais

    - Orbitam em torno do sol;

    - Têm massa suficiente para terem gravidade própria e assumem uma forma arredondada;

    - Dominam a sua órbita, ou seja possuem uma órbita desimpedida de outros astros.

    - Possui 8 planetas principais (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Úrano e Neptuno) que se dividem em:

    - Rochosos, Interiores ou Telúricos – Formaram-se a partir das partículas que rodeavam o Sol, que se concentraram nas zonas internas, onde haviam temperaturas mais elevadas, ocorrendo aí a condensação de matéria, dando origem aos planetas rochosos. Encontram-se mais perto do Sol e são essencialmente constituídos por silicato. Têm elevada densidade. São Mercúrio, Vénus, Terra e Marte.

    planet_sizze_1 -

    Gasosos, Gigantes ou Exteriores – Formaram-se na zona externa da nuvem primordial, onde as temperaturas eram mais baixas, deu-se uma condensação de matéria semelhante à do Sol, dando origem aos planetas gasosos. Encontram-se mais afastados do Sol e são constituídos por gases. São Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

    · Planetas Anões

    plutao            

    A sua massa faz com que as forças da gravidade os levem a ganhar uma forma aproximadamente esférica. Fazem uma órbita com uma vizinhança que não está livre de outros corpos celestes. Não são satélites. São em tudo semelhantes aos planetas principais, possuem uma forma arredondada, no entanto não têm força gravítica suficiente para removerem pequenos corpos que se encontrem na sua órbita.

                Plutão deixou de ser considerado um planeta principal, passando a ser um planeta anão; assim como 2003, UB313, Ceres e Caronte.

    Porque deixou Plutão de ser considerado planeta Principal?

    A razão pela qual Plutão deixou de ser considerado um planeta principal é porque a sua órbita interfere com a órbita de Neptuno e nenhum planeta principal interfere na órbita de outros planetas, seja ele principal ou anão.

    · Planetas Secundários

    Giram em torno de outros planetas e são também chamados de satélites naturais. (O satélite natural da Terra é a Lua).

    · Movimentos dos Planetas

    Movimento de Translação - é executado pelos planetas principais em torno do sol, no caso da Terra dá origem às estações do ano e dura 365 dias.

    Movimento de Rotação - é o movimento que os planetas realizam em torno de si mesmo. A Terra realiza esse movimento em 24h, ou seja dá origem aos dias e às noites. Quando o movimento de rotação é no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio chama-se sentido directo, quando é igual chama-se sentido retrógado.

    · Pequenos Corpos:

    - Asteróides – São todos menores que a Lua. Existem vários grupos de asteróides como:

    aster_ide

    - Cintura de asteróides – Entre as órbitas de Marte e Júpiter (2,2 UA e 3,3 UA do Sol);

    - Asteróides Próximos da Terra – As suas órbitas mais elípticas estendem-se aos planetas interiores, podendo potencialmente chocar contra a Terra;

    -Asteróides Troianos – Movimentam-se ao longo da órbita de Júpiter;

    - Asteróides Centauros – Orbitam na zona externa do Sistema Solar.

    - Meteoróides – São asteróides muito pequenos. Os meteoróides podem formar-se devido à colisão entre asteróides ou à desagregação de cometas, estes vão dar origem a partículas rochosas de variadas dimensões, às quais se dá o nome de meteoróides. Os meteoróides subdividem-se em meteoros e meteoritos.

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     - Meteoros – São pequenos asteróides que chocam com a Terra. Os meteoros são por vezes atraídos para o campo gravitacional da Terra e entram na atmosfera. Ao entrarem na atmosfera geram calor por atrito, deixando um rasto visível a olho nu atrás de si. São comummente chamados de estrelas cadentes. Ao darem-se muitos rastos destes dá-se o nome de chuva de estrelas.

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    - Meteoritos – Atravessam a atmosfera terrestre sem serem totalmente desfeitos. Às vezes, o impacto de um meteorito na superfície da Terra pode provocar uma depressão saliente à qual se dá o nome de cratera de impacto.

    São classificados em 3 grupos:

    Sideritos: compostos por ≈100% ferro

    Siderólitos: compostos por ≈50% ferro e ≈50% de sílicio.

    Aerólitos: compostos por ≈100% de silício.

    - Cometas – São constituídos essencialmente por água, gases congelados e poeiras rochosas; o seu diâmetro compreende-se entre 1 e 10 Km. São demasiado pequenos para serem vistos a olho nu, excepto os casos em que se aproximam demasiado do Sol e formam caudas brilhantes. As suas órbitas são elipses muito alongadas. Pensa-se que tenham origem na Nuvem de Oort (possivelmente sobras da formação do Sistema Solar, que se deu pelo colapso de uma nuvem molecular gigante). Ao contrário da Nuvem de Oort, a cintura de Kuiper (outro cinturão de restos gelados, está no plano do sistema solar.

    Actividade geológica da Terra:

    - Interna:

    - Radioactividade;

    - Efeito das marés;

    - Bombardeamento primitivo;

    - Contracção gravitacional.

    - Externa:

    - Sol;

    - Actividade vulcânica;

    - Impactismo.

    - Vestigios de actividade:

    - Exóticas: feitas por objectos exteriores (ex: colisões de impacto)

    - Exógenas: feitas por objectos desaparecidos (ex: leito de um rio seco)

    - Endogenas: feitas por actividades geológicas( ex: caldeiras)

    Lua

    Tipos principais de relevos:

    - Mares lunares: Relevo plano, escuro, constituído por basalto.

    - Continentes lunares: Relevo acentuado, rocha de cor clara – anortosito.

    Teoria Catastrófica

    Muito antes de Wegener, já em 1596, o cartógrafo alemão Abraham Ortelius salientou a complementaridade no contorno das Américas, da Europa e da África e concluiu, no seu trabalho Thesaurus Geographicus, que estes continentes, no passado, estiveram juntos e separaram-se devido a grandes catástrofes naturais, como terramotos e inundações. Na época, e até ao século XIX, os relevos terrestres eram interpretados à luz dos textos sagrados e justificados pela ocorrência de grandes catástrofes naturais. Esta corrente de pensamento ficou conhecida como Catastrofismo.

    Complementarmente, uma outra corrente de pensamento defendia que a distribuição dos oceanos e dos continentes se manteve constante ao longo dos tempos geológicos.

    Teoria Contraccionista

    Em 1858, Snider-Pellegrini evidencia a semelhança existente entre a flora fóssil de uma camada de carvão que aflora quer nos Estados Unidos quer na Europa. Snider-Pellegrini avançou então com a hipótese de que os continentes, hoje separados pelo Oceano Atlântico, no passado tinham estado em contacto e, posteriormente, tinham-se separado. O Oceano Atlântico ter-se-ia formado a partir da depressão de parte de um continente - a Atlântida – e da abertura de um enorme vale, na sequência do Dilúvio. Para explicar estes movimentos, Snider-Pellegrini baseava-se na Teoria Contraccionista, unanimemente aceite pela comunidade científica da época, segundo a qual a Terra, inicialmente quente e incandescente, entrou num processo gradual de arrefecimento e de contracção.

    Este processo de contracção motivaria não só o afastamento dos blocos continentais como a formação dos oceanos e das montanhas.

    Em 1880, Eduard Suess, contraccionista e catastrofista convicto, defendeu a ideia de que a África, a América do Sul, a Austrália e a Índia fizeram parte de um mesmo continente, o qual denominou Gondwana. Suess, um contraccionista convicto, propôs, no início do século XX, um modelo da estrutura interna da Terra em três camadas:

    • um núcleo de níquel e ferro que ele designou NIFE;

    • uma camada intermédia de silício e magnésio, o SIMA;

    • e uma fina camada externa de silício e alumínio, o SAL.

    Para Suess, os continentes e os oceanos tinham a mesma composição.

    Suess explicava a existência dos vestígios dos mesmos animais entre continentes isolados com a existência de um sistema de pontes que ligavam todos os continentes.

    Para os defensores da Teoria das Pontes Continentais, como Suess, os continentes antigos eram mais vastos e os fragmentos que os ligavam jazem hoje nos fundos dos mares devido a um processo de abatimento. Contudo, a Teoria da Isostasia opõe-se à tese dos abatimentos continentais. Segundo esta teoria, os continentes, massas leves de silício e alumínio, flutuam sobre uma camada mais densa, de natureza simática, à semelhança de um equilíbrio hidrostático. Nesta perspectiva, a imersão das pontes continentais não acontece espontaneamente, apenas sendo possível por acção de uma sobrecarga, à semelhança do que acontece com as jangadas.

    Nesse mesmo ano, Osmond Fisher e George Darwin desenvolveram a hipótese de que a Lua se formou por desprendimento de uma região do Oceano Pacífico, o que resultou no desequilíbrio e movimento dos continentes.

    No início do século XX, dois americanos, Frank B. Taylor e Howard B. Backer, publicaram diversos artigos que perspectivavam, de modo inédito, a deriva dos continentes tendo como base a continuidade das cadeias de montanhas, geologicamente modernas, nos diversos continentes.

    Baker acreditava que há 200 M.a. atrás havia uma só massa de terra situada na região da Antárctica e, mais tarde, Taylor defendeu que, após a fractura de um supercontinente, os fragmentos continentais resultantes se movimentaram em direcção à região do Equador. Taylor deu o primeiro passo não imobilista sobre a posição ocupada pelos continentes ao longo dos tempos - segundo ele os continentes deslocavam-se das altas para as baixas latitudes pela acção das forças provocadas pelo movimento de rotação da Terra.

    Estava aberto o caminho para Wegener apresentar a sua teoria, a qual rompia, definitivamente, com a perspectiva imobilista e contraccionista da Terra.


    Deriva dos Continentes - Alfred Wegener

    A primeira ideia de translações continentais veio-me ao espírito em 1910. Ao considerar o mapa do globo, fui subitamente atingido pela concordância das costas do Atlântico, mas ao princípio não me detive, pois achava semelhantes translações inverosímeis. No Outono de 1911, tive conhecimento de conclusões paleontológicas que admitiam a existência de uma antiga ligação por terra entre o Brasil e a África. Isto levar-me-ia a fazer um exame prévio e sumário dos resultados relacionados com o problema das translações.

    in WEGENER, A., A Génese dos continentes e dos oceanos. Teoria das Translações Continentais

    YouTube Video

    Segundo a Teoria da Deriva, os continentes - de composição siálica -estiveram até dado momento unidos, tendo depois derivado, sobre o fundo oceânico - de composição simática - até atingirem a posição actual.

    Para Wegener, os continentes eram constituídos por materiais pouco densos que repousavam sobre materiais mais densos. Esta diferença ao nível da composição e da densidade permitiria aos continentes deslocarem-se sobre os fundos oceânicos.

    É baseado nestes pressupostos que Wegener propõe que, no passado, os continentes actuais estiveram reunidos num único supercontinente - a Pangea (do grego pan = toda e gea = = terra) - rodeado por um único oceano que designou Pantalassa (do grego pan = todo e thalassa = oceano).

    Posteriormente, este supercontinente ter-se-ia fragmentado em blocos continentais que iniciaram a sua deriva, originando os continentes actuais.

    Wegener apoiou a sua teoria recorrendo a argumentos geofísicos, geológicos, paleontológicos, paleoclimáticos e geodésicos.

    Argumentos geofísicos

    A Geofísica estuda os processos dinâmicos que ocorrem no interior da Terra responsáveis pelos movimentos na sua superfície.

    No âmbito desta área de estudo, a Teoria da Isostasia veio admitir a existência de movimentos verticais da crusta pelo que Wegener admitiu também ser possível que os continentes se pudessem mover horizontalmente, devido à actuação continuada de forças, ao longo dos tempos geológicos - tal como os icebergues derivam no oceano, também os continentes derivam sobre a crusta oceânica.

    Argumentos geológicos

    Wegener observou as estruturas e formações geológicas de ambos os lados do Oceano Atlântico o que lhe sugeriu uma ligação anterior. A aproximação dos continentes no mapa permitiu-lhe verificar uma continuidade geológica ao nível de grandes estruturas da superfície terrestre (nomeadamente de algumas cadeias montanhosas), ao nível da composição litológica, bem como ao nível de estruturas de deformação, como dobra-mentos. Esta continuidade sugeriu-lhe uma formação anterior à divisão continental da Pangea

    Argumentos paleontológicos

    Um oceano é um obstáculo intransponível para as espécies terrestres bem como para as de água doce. A constatação da existência de fósseis destas espécies em continentes actualmente separados constituiu um forte apoio à teoria de Wegener.

    De entre estes fósseis, destacam-se os mais relevantes na tabela seguinte. Para Wegener, as semelhanças estratigráficas e paleontológicas identificadas em diferentes continentes estavam restritas às épocas geológicas em que os mesmos estiveram unidos.

    Distribuição da fauna fóssil encontrada em continentes hoje em dia afastados, eram uma evidência que no passado teriam

    constituido um grande supercontinente - Gondwana.

    Argumentos paleoclimáticos

    A recolha de elementos indicadores das condições climáticas permitiram a Wegener reconstituir climas antigos e verificar que, no passado, grandes extensões da Terra possuíam climas muito diferentes dos actuais. De entre estes elementos de natureza geológica, destacam-se os sedimentos finos e grosseiros, mal calibrados e, geralmente, aglutinados -os tilitos - característicos de zonas glaciares, bem como sulcos e estrias provocados na superfície de rochas por movimento de massas glaciares.

    Assim, e com base na paleoclimatologia, Wegener admitiu que, na transição do Carbonífero para o Pérmico, na Era Paleozóica, o Gondwana esteve sujeito a uma forte glaciação enquanto que a Laurásia estaria sob os efeitos de um clima tropical ou desértico.

    Na África do Sul, os traços desta glaciação foram intensamente estudados sendo possível, em certos locais, determinar a direcção do movimento do gelo através das estrias por ele efectuadas na superfície das rochas.

    A ocorrência de grandes depósitos de carvão, de sal e de areias dunares, bem como a identificação de fósseis de recifes de corais, indicam, por sua vez, climas quentes.

    Duas formas de interpretar a distribuição antiga das zonas climáticas :

    (A) os continentes não se movem, são os pólos que rodam.

    (B) Os pólos estão fixos, os continentes movem-se.

    Argumentos geodésicos

    A Geodesia estuda a forma, o tamanho e a localização precisa de pontos na superfície da Terra.

    Os argumentos geodésicos apresentados por Wegener baseavam-se em medições efectuadas em pontos distintos, num determinado intervalo de tempo, nomeadamente as realizadas em duas ilhas da Gronelândia (Beer e Sabine) em expedições por ele realizadas. Com base nestas medições, Wegener calculou uma velocidade de afastamento entre estas duas ilhas da ordem dos 11 a 21 m/ano.

    Usando o mesmo princípio, mas utilizando métodos de medição mais precisos, nomeadamente as ondas rádio, Wegener estimou um afastamento entre a Gronelândia e a Europa da ordem dos 20 m/ano.

    Deriva aparente do Pólo Sul a partir do Cretácico, calculado por Wegener com base nos estudos

    paleoclimáticos.

    Apesar destes valores terem sido mais tarde corrigidos, hoje é possível verificar-se, através de geodesia de satélite, que a América do Norte se afasta actualmente da Eurásia cerca de 23 mm por ano.

    A Teoria da Deriva Continental apresentou uma possível solução para um velho e já muito discutido problema geológico - a formação das montanhas.

    Wegener explicava, assim, a existência de montanhas nas margens continentais, bem como no interior dos continentes, como o resultado da deriva dos continentes - as montanhas são formadas por compressão nos limites dos continentes em movimento ou por colisão de blocos continentais. De acordo com a sua teoria, as montanhas do interior dos continentes eram mais antigas do que as montanhas das margens continentais.

    Críticas à Teoria da Deriva dos Continentes

    Não obstante a coerência do seu modelo e a força dos seus argumentos, a teoria de Wegener não se conseguiu impor na comunidade científica.

    A principal crítica à deriva dos continentes foi o motor proposto para explicar o movimento dos continentes. A reconstituição do movimento de deriva dos continentes evidenciava que estes, ao longo dos tempos, se deslocaram rumo ao Equador numa translação em direcção a oeste. Wegener propôs, então, dois tipos de forças responsáveis por estes movimentos.

    O movimento de rotação da Terra origina uma força centrífuga que, em conjugação com a força de atracção gravítica, origina uma força - que Wegener designou  polflucht - dirigida para o Equador, responsável pela deslocação, nesta direcção, dos continentes.

    Por sua vez, o movimento continental na direcção oeste era justificado, por Wegener, pela força de atracção exercida pelo Sol e pela Lua.

    No modelo de Wegener, o substrato de sima, sobre o qual assentavam os continentes, comportava-se ao longo dos tempos geológicos como um líquido muito viscoso, permitindo a sua deriva continental por acção das forças acima descritas.

    Modelo proposto por Wegener - o substrato de sima, sobre o qual assentavam os continentes, comportava-se ao longo dos tempos geológicos como um líquido muito viscoso, permitindo a sua deriva continental por acção das forças acima descritas. Documento de exploração.

    Contudo, a quantificação destas forças revelou magnitudes insuficientes para accionar a deriva dos continentes.

    Um grande opositor da deriva continental - o reconhecido físico e matemático Harold Jeffreys - demonstrou matematicamente que as forças sugeridas por Wegener como responsáveis pela deslocação dos continentes teriam de ser multiplicadas por IO a fim de poderem desempenhar tal papel.

    Os demais argumentos apresentados por Wegener também foram rebatidos.

    Relativamente aos argumentos paleontológicos, os detractores da teoria afirmavam que a ser possível a deriva a partir da fragmentação de um su-percontinente, então seriam encontrados muitos mais exemplares fósseis de espécies de ambos os lados do Atlântico.

    Por outro lado, a flora de Glossopteris, referida por Wegener para justificar a união dos continentes no hemisfério sul, também foi encontrada na Sibéria, no hemisfério norte.

    Em relação aos argumentos geológicos, os opositores de Wegener defendiam que a correspondência entre as costas do Atlântico não era tão efectiva como ele referia.

    Existiram críticos que sugeriram mesmo uma distorção na forma dos continentes e das formações montanhosas de ambos os lados do Atlântico a fim de justificar a sua ligação no passado.

    Uma questão também insistentemente colocada foi: "Por que razão a Pangea iniciou subitamente um processo de fragmentação?".

    Quanto aos argumentos geofísicos, os críticos de Wegener contra-argumentavam que a teoria da isostasia apenas justificava os movimentos verticais da crusta, sendo a sua extrapolação para os movimentos horizontais considerada abusiva.

    Os argumentos geodésicos também foram alvo de refutação, nomeadamente quanto aos diferentes valores encontrados e à fiabilidade dos métodos utilizados, uma vez que a velocidade de transmissão das ondas rádio depende das condições meteorológicas.

    Em 1930, Wegener voltou à Gronelândia com o objectivo de esclarecer estas ambiguidades e de confirmar o deslocamento horizontal; porém, veio a morrer durante esta expedição.

    Após a Segunda Guerra Mundial, as tecnologias desenvolvidas para operações militares em meio marinho, como, por exemplo, a detecção de submarinos através de sonares, foram sendo progressivamente postas à disposição da comunidade científica civil.

    Este facto permitiu, na década de 50, a aquisição de importantes conhecimentos sobre a composição e a morfologia dos fundos oceânicos de tal modo que, no início da década de 60, os novos dados científicos convergiam, de modo bastante nítido, para a recuperação da velha Teoria da Deriva Continental de Wegener. Essa década foi caracterizada por uma euforia no meio científico, com a realização de centenas de expedições marinhas cujos dados apoiavam, de forma consistente, a mobilidade continental ao longo dos tempos geológicos.

    De entre esses dados, destacam-se os relacionados com a morfologia das bacias oceânicas, nas quais se identificaram as maiores cordilheiras montanhosas da Terra e o magnetismo das rochas dos fundos oceânicos.

    Existem dois tipos de datação das rochas: datação relativa e datação radiométrica.

    A datação relativa baseia-se na presença de fósseis de idade nas rochas e/ou na posição relativa das formações geológicas.

    Tipos de datação relativa:

    idades_relativas

    A datação que tem como base a presença e a desintegração dos elementos radioactivos constituintes das rochas designa-se por datação radiométrica.

    Os minerais constituintes das rochas podem conter pequenas quantidades de elementos radioactivos, cuja desintegração se faz a uma velocidade constante. O conhecimento dessa velocidade e das quantidades dos elementos radioactivos presentes permite datar essas rochas.

     

    A datação radiométrica funciona assim: cada mineral radioactivo tem um período de semi-vida, que indica o tempo que 50% da rocha-mãe se transforma em rocha-filha (estável), conhecendo a percentagem de rocha-mãe, conseguimos facilmente datar uma rocha.

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    Sobre este e-portfolio

    Este blogue ou e-portfolio foi construido, de modo a resumir a matéria de Biologia e Geologia...

    Foi construido por Gonçalo e André Santos...

    Este e-portfolio contém toda a matéria de biologia e geologia do 10 ano e do 11 ano, a qual nos foi dada pela maravilhosa professora Elvira Monteiro.

    Biografias dos autores: